Como reduzir absenteísmo na sua empresa?

Gestão de absenteísmo

Para reduzir o absenteísmo da sua empresa é necessário analisar, compreender e controlar os principais motivos que levam à ausência do funcionário ao trabalho. Essa gestão é parte do que chamamos de Gestão Integrada de Saúde Ocupacional e serve de direcionamento para ações, campanhas e programas em prol da qualidade de vida do funcionário, promovendo não só saúde ao colaborador, mas também reduzindo significativamente os custos para a empresa.

Como sabido, são inúmeros os componentes que incidem nas taxas de absenteísmo. No entanto, no texto de hoje, focaremos no absenteísmo por causas médicas, esse que é representado pela gestão de atestados médicos e que geram maior impacto nas faltas ocupacionais.

Como fazer gestão e reduzir o absenteísmo?

O ponto de partida é o atestado médico, um documento fonte de informações da saúde dos trabalhadores. Com ele, a empresa consegue extrair informações sobre quantos dias de trabalho foram perdidos por trabalhador, o custo total dessas ausências, além de mostrar também os motivos que levaram a esses afastamentos, possibilitando um estudo dos problemas de saúde dentro da sua empresa. Os passos para usar os atestados de maneira completa são:

1- Coletar os dados do atestado corretamente em um software ou planilha
2- Organizar os atestados, agrupando os atestados de cada funcionário, por exemplo
3- Analisar os dados
4- Planejar e executar ações baseadas nos dados analisados

Você pode fazer essa gestão usando planilhas de Excel, mas para cálculos mais precisos e automáticos, o ideal é usar um software específico para isso, como o da Closecare.

Exemplo 1 – Soma de atestados relacionados

Nos casos em que são entregues dois ou mais atestados médicos que somam mais de 15 dias não consecutivos, dentro de um período de 60 dias. Quando identificado esse cenário, o funcionário deverá ser encaminhado ao INSS caso os motivos dos afastamentos forem relacionados à mesma doença.
Sem um software para organizar e somar atestados parecidos, é bem possível que você não note casos assim.
Veja na ilustração abaixo um exemplo desse cenário:

Exemplo de caso para encaminhar ao INSS

E se a empresa não encaminhar esse trabalhador ao INSS?

Para a empresa, a consequência está diretamente relacionada ao custo, pois o pagamento ao trabalhador ausente a partir do 16 º dia está à cargo do INSS, isentando a empresa de arcar com custos desnecessários.

Exemplo 2 – Adesão a programas de qualidade de vida

Já faz algum tempo que as empresas estão engajadas em oferecer programas de qualidade de vida para aumentar o número de benefícios ocupacionais aos seus funcionários, porém, o retorno dessas ações nem sempre ocorre como esperado.
Existe uma queixa frequente por parte dos gestores de que esses programas têm baixa adesão e, portanto, pouca eficácia. Para reverter esse quadro, o conhecimento sobre a situação de saúde dos trabalhadores é fundamental, saber quais são os seus principais problemas, quais suas maiores queixas e, principalmente, saber quais os principais motivos de afastamento são os norteadores para atingir a adesão dos funcionários aos programas de qualidade de vida.

Para termos uma ideia de má gestão de PQVs (Programas de qualidade de vida), imagine uma situação hipotética onde os trabalhadores recebem como benefício um programa de gerenciamento de doentes crônicos, quando na verdade 90% dos seus funcionários tem menos de 30 anos e não apresentam fatores de risco para as DCNT (Doenças Crônicas Não Transmissíveis).
Nesse cenário hipotético, a empresa estará despendendo tempo e dinheiro desnecessariamente, evidenciando o problema de gestão que a assola.

Portanto, a gestão de absenteísmo é essencial na elaboração dos programas de qualidade de vida, pois é através do fornecimento de informações de saúde/doença dos seus trabalhadores que será possível objetivar a adesão dos seus trabalhadores.

Fazer Gestão de Absenteísmo pode me ajudar em algo mais?

A Gestão de Absenteísmo também repercute nos impostos devidos pela empresa!
O FAP (Fator Acidentário de Prevenção) é um multiplicador do RAT (Risco de Acidente de Trabalho) – veja mais no post Saiba mais sobre o RAT e o FAP e como eles são aplicados, que pode ser aumentado ou diminuído conforme a elaboração da gestão.
Para o cálculo do FAP são utilizados diversas variáveis de doenças ocupacionais e acidentes de trabalho, entre eles o NTEP (Nexo Técnico Epidemiológico Previdenciário).
O NTEP foi instituído em 2007 e modificou a forma de classificar as doenças ocupacionais, delegando ao perito do INSS a responsabilidade de inclusão da doença ocupacional como relacionada ao trabalho, mesmo que essa opinião seja contrária a do médico do trabalho da sua empresa.

Fazer a gestão de abstenção dos funcionários através do controle dos atestados médicos permitirá que a empresa tenha argumentos suficientes para ir contra às determinações do INSS e contestar o laudo do médico perito do INSS.
Gerir o absenteísmo possibilitará ações preventivas ao afastamento previdenciário, podendo desqualificar o nexo e agir na segurança e saúde do trabalho reduzindo os casos de doenças relacionadas à sua atividade econômica.
Assim, quando a empresa discordar desse enquadramento, ela deverá contestá-lo dentro do prazo estabelecido pela legislação.

Como implementar essa Gestão de Absenteísmo na minha empresa?

O primeiro passo para a gestão do absenteísmo é instituir a forma como os dados serão coletados. Ou seja, o fluxo de entrega dos atestados e inserção em sistema de análise de dados.

Comece estipulando os responsáveis pelo recebimento dos atestados, os prazos para a entrega e os dados que deverão estar presentes nesse documento – veja mais no post Saiba quais dados devem constar em um atestado médico.
O responsável pelo recebimento pode ser um profissional do SESMT (Setor Especializado e Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho), o gestor, o responsável do RH (Recursos Humanos), ou um profissional que a empresa designar para essa função.

Após o recebimento do atestado, esse deverá ser inserido em um sistema que possibilite a gestão e o controle do mesmo. Para isso, é importante que a empresa tenha boas ferramentas que auxiliem na gestão de absenteísmo, fornecendo alertas sobre casos críticos e indicando ações necessárias para a boa pratica de gestão.

Veja alguns exemplos nas imagens abaixo:

  • Um sistema que sinalize quando o atestado médico do seu funcionário somar mais do que 15 dias consecutivos, evidenciando a necessidade de encaminhamento ao INSS.
  • Um sistema que te mostre as principais métricas de Absenteísmo separados por setor.


Nos dias atuais, com o desenvolvimento tecnológico, não é aceitável que as empresas façam gestão no papel, ou apenas com uso de Excel.
Os sistemas online de gestão são efetivos na gerenciamento de saúde das empresas, pois realizam os cruzamentos de dados e geram métricas específicas que permitem um melhor direcionamento de ações corretivas.
Com a inserção de dados na plataforma de gestão, o próximo passo será realizar uma análise e decidir quais condutas serão tomadas.
Para isso, o sistema deve fornecer de maneira automática as métricas e direcionar as ações preventivas, como por exemplo: oferecer estudo ergométrico do mobiliário local e ginástica laboral aos funcionários, em decorrência dos altos índices de afastamento por dor na coluna.
Em resumo, cabe à empresa direcionar corretamente as ações ao setor específico para otimização de seus gastos.

Como vimos, a ausência do trabalhador é bastante onerosa para as empresas.
Então, que tal reduzir os índices de absenteísmo da sua empresa e prover saúde aos seus colaboradores realizando Gestão de atestados médicos?

Conheça a Closecare, ​Sistema online para gestão de atestados médicos.